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O vidro automóvel sempre foi considerado um componente relativamente simples. Um elemento transparente e funcional, cuja relevância parecia esgotar-se no cumprimento dos requisitos de homologação. Hoje, essa visão já não acompanha a realidade dos veículos modernos.
À medida que os automóveis se tornaram mais seguros, mais tecnológicos e mais dependentes de sistemas avançados de assistência à condução, o papel do vidro evoluiu de forma significativa. Na Carglass®, essa evolução é vivida no terreno. É, continuamente, reforçada a convicção de que cumprir o mínimo legal é insuficiente quando a segurança dos ocupantes está em jogo.
A confiança no vidro, nos materiais, nos processos de instalação e no desempenho do conjunto ao longo do tempo sustenta a forma como a Carglass® encara a substituição e a reparação de vidro automóvel.
Neste enquadramento técnico e regulamentar, torna-se claro porque, num veículo moderno, o vidro deixou de ser um elemento passivo para assumir um papel ativo na segurança, na tecnologia e na responsabilidade.

Na Europa, o vidro automóvel é regulado pela UNECE Regulation No. 43 (ECER43), que define os requisitos legais mínimos para vidros de segurança e assegura aspetos fundamentais, como a resistência e o comportamento do vidro em caso de quebra.
No entanto, o próprio enquadramento da norma estabelece, apenas, uma base legal. A ECER43 não avalia nem exige critérios como:
Por outras palavras, cumprir a lei é obrigatório, mas não significa, por si só, responder às exigências técnicas dos veículos atuais. Como reconhecido no enquadramento oficial da UNECE, a norma não acompanha a complexidade crescente da arquitetura automóvel.
A própria União Europeia reforça, hoje, uma abordagem de segurança integrada. Regulamentos recentes, como o Regulamento (UE) 2019/2144, colocam os sistemas ADAS no centro da estratégia de segurança rodoviária e reconhecem que sensores, câmaras e software trabalham como um ecossistema.
Neste contexto, o para-brisas deixa de ser apenas um elemento estrutural ou de conforto. Passa a fazer parte de um conjunto integrado que suporta sensores, câmaras e software responsáveis por funções críticas de segurança.
Ainda, normas técnicas internacionais publicadas pela SAE International (Sociedade de Engenheiros de Automóveis) reconhecem explicitamente a sensibilidade dos sistemas de visão automóvel a fatores como alinhamento, óptica e tolerâncias físicas.
A norma SAE J3134, focada na avaliação e calibração de sistemas de visão, evidencia a importância da precisão geométrica e óptica para o desempenho dos sistemas ADAS, sendo reconhecido que variações físicas, ainda que reduzidas, podem afetar a interpretação do ambiente pelo veículo.
A integração do vidro no sistema de segurança é também reconhecida ao nível da segurança estrutural e da proteção dos ocupantes, no contexto europeu, através de uma lógica de avaliação sistémica refletida nas metodologias do Euro NCAP e no enquadramento regulamentar aplicável.
De forma consistente, entidades técnicas internacionais como o Insurance Institute for Highway Safety (IIHS) e a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) reconhecem igualmente o papel estrutural do para-brisas, exigindo que este permaneça fixo em caso de impacto, contribuindo para a rigidez da carroçaria e para a eficácia dos sistemas de retenção passiva.
Este princípio é, ainda, suportado por investigações académicas na área da visão computacional. Estudos demonstram que superfícies transparentes, como vidros, influenciam a leitura de sensores baseados em câmara e que distorções ópticas podem afetar algoritmos de perceção.
É por isso que, na prática, dois vidros que cumprem a mesma norma legal podem ter comportamentos diferentes quando integrados num veículo moderno.

Na indústria automóvel, existe uma distinção clara entre fabricantes que produzem vidro apenas para cumprir requisitos regulamentares e fabricantes Tier-1, que fornecem diretamente os construtores automóveis.
Os principais players produzem vidro segundo especificações técnicas definidas pelos próprios fabricantes de veículos, que vão além da conformidade legal e incluem controlos rigorosos de:
Um modelo industrial que nos mostra por que é que nem todo o vidro “equivalente” é verdadeiramente equivalente quando analisado em contexto real de utilização.
No caso da Carglass®, a opção por uma garantia vitalícia reflete uma abordagem que vai além da dimensão comercial. Está diretamente associada ao seu compromisso técnico, assumido ao longo de todo o processo.
Oferecer uma garantia vitalícia implica confiar:
Nem todos os modelos de fornecimento permitem tal nível de compromisso. O que ajuda a explicar a razão das diferenças claras entre abordagens focadas apenas no preço e abordagens orientadas para a segurança, a qualidade e a responsabilidade.
Numa decisão que envolve segurança, tecnologia e responsabilidade, o preço é apenas uma das variáveis. Num setor cada vez mais tecnológico, a diferença está, muitas vezes, nas opções técnicas associadas ao vidro automóvel como um todo. Opções que não são visíveis à primeira vista, mas que fazem toda a diferença ao longo do tempo, em termos de segurança, desempenho e responsabilidade assumida.