O Exame de Código já ficou para trás e as aulas práticas até correram bem. Mas agora vem a parte que mete mesmo respeito: o Exame de Condução. Se sentes aquele frio na barriga só de pensar no dia, estás longe de estar sozinho: segundo um estudo recente, cerca de 1 em cada 4 jovens diz que o exame prático é o maior desafio para conseguir a carta.
Neste artigo, mostramos-te como te preparares a sério para o grande dia, sem dramas, sem complicações e com muito mais confiança ao volante. Vamos a isso?

Se queres saber como passar no exame de condução com mais confiança e menos nervos, estas dicas seguintes são para ti.
Vamos pôr as cartas na mesa: o exame prático é o maior "bicho-papão” para a maioria dos candidatos. E faz sentido: estás num carro com um estranho a avaliar cada olhadela que dás (ou não dás) aos espelhos.
Mas é importante lembrar-te que este momento é só mais uma aula, com alguém diferente a dar-te instruções. O segredo está na preparação. Quando estiveres mesmo preparado, vais ver que afinal não era assim tão complicado.
Pode parecer que o exame teórico já ficou lá atrás, mas… surpresa! O examinador pode começar a prova prática com umas perguntinhas sobre mecânica ou regras básicas. Nada do outro mundo, mas convém saber distinguir o símbolo da temperatura do do óleo, ou onde estão os coletes refletores.
Portanto, pega no teu manual ou dá uma vista de olhos nos resumos que usaste para o exame de código. Uma revisão rápida vai ajudar-te a não seres apanhado desprevenido.
Terminaste as aulas obrigatórias, mas sentes que ainda te baralhas no ponto de embraiagem ou ficas nervoso a estacionar? Pede aulas extra. Não é vergonha nenhuma. Até os melhores precisam de treinar mais um bocadinho.
Aliás, é uma boa ideia marcares uma aula para o dia anterior ao exame. É como que um aquecimento antes de entrares em campo.
Em muitas zonas, há percursos que são usados vezes sem conta nos exames. Pergunta ao teu instrutor se há trajeto típico e pede para o fazer contigo. Se possível, volta lá com alguém conhecido a conduzir e vai atento aos sinais, às rotundas marotas e aos cruzamentos com rasteiras. Quanto mais familiar for o caminho, menos surpresas no dia.
Uma noite mal dormida ou um pequeno-almoço apressado podem arruinar o teu foco. Dorme cedo na véspera, evita café em excesso (nervos com cafeína é pedir sarilhos) e não vás para o exame com a barriga a dar horas.
Ah, e não marques o exame num dia cheio de outras coisas. Este é o teu foco. Um só compromisso: passar.
Só depois disto tudo é que se começa a andar. E não inicies a marcha sem dar pisca!
Isto é: devagar, com cuidado, e a pensar sempre dois passos à frente. O examinador quer ver condução segura e não que és candidato ao rally de Portugal. Respeita os limites, usa sempre os piscas, entra nas rotundas em segunda e mantém-te na faixa da direita sempre que possível. Evita travagens bruscas, acelerações a puxar pelo turbo ou mudanças feitas à pressa.
Não basta olhares em frente. Usa os espelhos regularmente e mostra que os usas. Olha em volta, confirma os ângulos mortos e está atento a tudo o que se mexe (peões, bicicletas, trotinetes elétricas, cães entusiasmados…).
E, claro: nunca, mas NUNCA, ignores um sinal STOP ou um semáforo vermelho. Isso dá chumbo direto.
Lembra-te: até uma coisa simples como não ajustar bem os espelhos pode contar como falta.
Chumbar não é o fim do mundo. Acontece a muitos e, na maioria das vezes, é só uma questão de nervos ou de azar com o percurso. Caso aconteça, pede feedback, percebe o que correu mal, e volta quando te sentires mais seguro. Não há limite de tentativas e cada experiência é um passo mais perto da carta.
Nota: depois de passares no exame de código, tens até 12 meses para fazer e passar no exame prático. Se deixares esse prazo passar, vais ter de repetir a prova teórica.
Agora é respirar fundo, confiar no que aprendeste e lembrar-te: não é preciso ser perfeito, é preciso ser seguro. O resto, vem com o tempo e com os quilómetros.
Boa sorte no exame!