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Onde há Portugal, há Carglass®: guia local de Sintra

Basta passar a primeira curva da serra para perceber que algo aqui é diferente. Entre os pinheiros, encontramos palácios à espreita como se estivessem a brincar às escondidas, e o cheiro a travesseiros acabados de sair do forno chega-nos antes da própria vila.

 

Sintra tem esse efeito raro: faz-nos abrandar. Convida-nos a olhar com mais atenção, a perdemo-nos sem pressa e a deixar que a magia aconteça ao virar de cada esquina. 

 

Nesta nova edição da série "Onde há Portugal, há Carglass®", subimos à serra para visitar uma das vilas mais encantadoras da Europa. Avisamos já: por aqui, um dia não chega. E, sinceramente, dois também ficam aquém.

O que ver e visitar em Sintra

imagem aérea do centro de sintra

Sintra é Património Mundial da UNESCO desde 1995 e, mal se anda meia dúzia de passos pelo centro histórico, percebe-se porquê. Aqui, a arquitetura, a natureza e a história andam de mãos dadas em cada esquina.

  • Palácio Nacional da Pena. O cartão de visita da vila. Mandado construir pelo rei D. Fernando II no século XIX, sobre as ruínas de um antigo mosteiro hieronimita, é um dos melhores exemplos do Romantismo arquitetónico na Europa. As fachadas amarelas, vermelhas e roxas parecem saídas de um filme da Disney, e ainda mais quando aparecem por entre o nevoeiro
  • Castelo dos Mouros. Lá no alto da serra, com muralhas que serpenteiam entre rochedos, foi erguido no período da ocupação muçulmana da Península Ibérica. A subida cansa um pouco, mas em troca dá-lhe vistas que vão da Pena ao Atlântico. Em dias claros, dizem que se chega a ver Lisboa
  • Palácio Nacional de Sintra. Reconhece-se à distância pelas duas chaminés cónicas no centro da vila. Foi residência da corte portuguesa durante séculos e guarda lá dentro algumas das salas mais bonitas do país, como a Sala dos Cisnes e a Sala das Pegas
  • Quinta da Regaleira. Se há sítio com alma própria em Sintra, é este. Mandada construir entre 1904 e 1910 por António Augusto Carvalho Monteiro (o famoso "Monteiro dos Milhões") com projeto do italiano Luigi Manini, está cheia de símbolos, túneis e segredos. O Poço Iniciático, com a sua descida em espiral, é uma daquelas experiências que se vivem mais do que se contam
  • Palácio e Parque de Monserrate. Mais discreto, mais romântico, mais botânico. O parque reúne plantas vindas dos quatro cantos do mundo e o palácio, de inspiração mourisca e indiana, é um pequeno tesouro escondido a poucos minutos da vila
  • Palácio Nacional de Queluz. Conhecido como o "Versailles português", é um dos exemplos mais notáveis da arquitetura rococó do século XVIII na Europa. Lá dentro, salas como a do Trono ou a dos Embaixadores impressionam pelo dourado e pelos espelhos; lá fora, os jardins formais, as estátuas e os azulejos pintados à mão completam o cenário
  • Convento dos Capuchos. Também conhecido como "Convento da Cortiça", por causa do material usado para isolar as suas celas minúsculas. Um lugar simples, austero e profundamente bonito, perdido no meio da floresta da serra. Para quem foge das multidões, é mesmo aqui
  • Centro histórico da Vila. Casinhas brancas, lojas de artesanato, esplanadas a transbordar, miradouros inesperados. Passeie sem mapa, suba escadas, espreite portais. Sintra gosta de ser descoberta com vagar.

 

Dica: os monumentos têm horários que podem variar consoante a época do ano e o estacionamento no centro histórico é muito limitado. Por isso, vale a pena planear a visita com antecedência. Se comprar bilhetes online no site oficial da Parques de Sintra com, pelo menos, três dias de antecedência, beneficia de 15% de desconto. E há outra boa notícia: aos domingos e feriados, todos os residentes em Portugal têm entrada gratuita nos parques e monumentos geridos pelos Parques de Sintra, mediante apresentação do Cartão de Cidadão ou documento de identificação e comprovativo de residência. A medida aplica-se, por exemplo, ao Palácio Nacional da Pena, ao Palácio Nacional de Sintra, ao Palácio Nacional de Queluz, ao Palácio de Monserrate, ao Chalet da Condessa d’Edla, ao Castelo dos Mouros e ao Convento dos Capuchos. Na prática, são cerca de 60 dias por ano para visitar estes espaços sem pagar entrada.

O que visitar nos arredores de Sintra

azenhas do mar

A magia não acaba no centro histórico. À volta da serra, há praias selvagens, miradouros de fim do mundo e vilas que pedem mesa marcada:

  • Cabo da Roca. O ponto mais ocidental da Europa continental. Falésias de cortar a respiração, vento que assobia nas orelhas e aquela placa famosa com os versos de Camões, "Onde a terra acaba e o mar começa". Ao pôr do sol, é puro cinema
  • Praia da Adraga. Inserida no Parque Natural de Sintra-Cascais, é uma das praias mais bonitas e bem cuidadas da região. Areal extenso, rochedos esculpidos pelo mar e um restaurante praticamente em cima da areia. Perfeita para um almoço de peixe fresco com vista
  • Praia da Ursa. Escondida, selvagem, sem socorros nem chapéus, e exatamente por isso, um espetáculo. Chega-se a pé, por um trilho íngreme com vistas que valem cada passo
  • Praia das Maçãs e Azenhas do Mar. Duas paragens obrigatórias. As Azenhas, com as suas casinhas brancas penduradas sobre o oceano, são daqueles postais que parecem montagem (mas não são)
  • Colares. Pequena vila vitivinícola onde se produz o famoso Vinho de Colares, com destaque para a casta Ramisco, uma das raras castas portuguesas que sobreviveu à filoxera por crescer em solos arenosos. Uma prova vale bem a viagem
  • Cascais. A 20 minutos pela Marginal, o sítio perfeito para acabar o dia. Esplanadas, marina, a impressionante Boca do Inferno, museus, e uma baía cheia de vida
  • Agualva-Cacém, Queluz e Linhó. Se está de passagem pela Linha de Sintra ou a caminho da serra, há paragens que valem o desvio: o Parque Linear da Ribeira das Jardas em Agualva-Cacém, perfeito para uma caminhada tranquila; o centro histórico de Queluz, mesmo ao lado do palácio, com cafés e doçaria de tradição; ou a Quinta da Beloura, no Linhó, com campos de golfe e restaurantes para uma pausa mais sossegada antes de subir à serra. 

Onde dormir em Sintra

Há quem venha a Sintra só por um dia. E há quem chegue, respire fundo, e perceba que precisa de ficar mais. As opções de alojamento são generosas para todos os gostos (e carteiras):

  • Hotéis de charme no centro histórico. Antigas casas senhoriais transformadas em pequenos hotéis com vista para os palácios. Acordar com a Pena ao fundo é uma experiência que se conta a quem ficou em casa
  • Pousadas e palácios convertidos. Para quem quer dormir literalmente dentro da história, há várias unidades em edifícios classificados. Não é barato, mas é memorável
  • Resorts e golfe no Linhó/Beloura. Para uma estadia mais "luxo descontraído", com spa, golfe e gastronomia de assinatura, os resorts da zona do Linhó e da Quinta da Beloura são uma excelente opção, e ficam a um pulinho da serra e de Cascais
  • Quintas e turismo rural. Espalhados pela serra e pelos arredores, oferecem o silêncio que a cidade já não dá. Pequenos-almoços com fruta da época, café devagar e pássaros como banda-sonora
  • Alojamentos locais nas aldeias da serra. Janas, Almoçageme, Colares, Galamares… aldeias pequeninas, autênticas, com casas de pedra e gente que ainda cumprimenta quem passa. Perfeitas para descobrir a Sintra mais discreta, aquela que os roteiros à pressa não veem.

Onde (e o que) comer em Sintra

queijadas de sintra no prato

Se há sítio onde a doçaria é tratada como arte, é em Sintra. Mas não é só de açúcar que se vive na serra, a cozinha saloia tem muito para contar.

  • Travesseiros de Sintra. O ex-libris doce da vila. Massa folhada, recheio de creme de ovos e amêndoa, e aquela receita guardada na família há cinco gerações. A icónica Casa Piriquita (fundada em 1862) é paragem obrigatória. E sim, é normal apanhar fila. Sirva-se da paciência, o resto vem de bandeja.
  • Queijadas de Sintra. Pequeninas, redondas, feitas de queijo fresco, açúcar, ovos, farinha e canela. Há registos da sua produção desde a Idade Média, o que faz delas um dos doces mais antigos do país. Para uma versão muito tradicional, vale a pena passar pela Fábrica das Verdadeiras Queijadas da Sapa
  • Nozes de Galamares, Pastéis da Pena, Pêras Pardas e Fofos de Belas. A doçaria sintrense não acaba nos travesseiros. Estes pequenos doces tradicionais, muitos deles raros fora da região, merecem ser provados sem pressa
  • Cozido à portuguesa e pratos saloios. Os arredores são terra saloia, e isso nota-se à mesa. Pratos generosos, comida de raiz, sopas espessas e enchidos a fazer companhia ao pão caseiro
  • Peixe e marisco. Estamos a poucos minutos do mar, e isso sente-se. Sardinhas grelhadas, arroz de marisco, lulas, polvo… tudo a saber a maresia. Uma boa desculpa para estender o passeio até à Praia da Adraga, à Praia das Maçãs ou às Azenhas do Mar
  • Vinho de Colares. Para acompanhar (ou para levar para casa), nada como uma garrafa da casta Ramisco. Pequeno em produção, enorme em personalidade.

 

Dica de quem cá vive: se quer um travesseiro acabadinho de sair do forno, vá cedo de manhã ou logo a seguir ao almoço. Mais quente, mais estaladiço, mais inesquecível.

A Carglass® sempre por perto

Sintra tem estradas estreitas, curvas apertadas e muita, muita calçada à portuguesa. Tudo lindo de ver, menos quando uma pedrinha mal-jeitosa decide fazer um "salto" e ricochetear no para-brisas. Mas como na nossa série a regra é uma só (onde há Portugal, há Carglass®), por aqui temos não uma, mas duas agências prontas a ajudar:

 

 

Em qualquer das agências, tratamos da reparação ou substituição do para-brisas, da calibração ADAS e da gestão com a sua seguradora. 

 

Sintra é daqueles destinos que se descobrem várias vezes e nunca é igual. Numa visita são os palácios, na outra são as praias, na seguinte é só sentar numa esplanada com um travesseiro na mão e ver a serra passar. 

 

Onde há Portugal, há Carglass®. Até para o mês que vem!