Se durante muito tempo existiu o mito de que os combustíveis low-cost por serem mais baratos eram de qualidade duvidosa, hoje sabe-se que nada indica que as diferenças entre este combustível e os de marcas convencionais provoquem uma diminuição no rendimento do automóvel ou um aumento no custo da manutenção.
Então, afinal, quais as diferenças entre o combustível low-cost e o combustível convencional?
Uma das grandes diferenças entre estes dois tipos combustíveis reside na sua composição. Os combustíveis low cost - ou combustíveis simples -, são desprovidos de aditivos. Estes aditivos são melhoradores de desempenho, cujas funções são reduzir as emissões poluentes, aumentar a potência do motor, diminuir o consumo, aumentar os intervalos de manutenção e melhorar a fiabilidade do motor.
Outra das diferenças, e aquela pela qual estes combustíveis são mais conhecidos, é o preço. No entanto, essa diferença apenas existe pela ausência dos aditivos presentes nos restantes combustíveis, conforme falado acima. Por isso, na realidade não está a pagar menos pelo produto, mas sim, a comprar apenas uma parte do produto.
Ainda, é importante referir que todos os postos de fornecimento de combustível, em solo Nacional, são devidamente fiscalizados.

A questão de se o combustível low-cost é prejudicial para o veículo é uma preocupação comum que já remonta de há muito tempo, mas não há evidências conclusivas de que esses combustíveis causem danos a longo prazo ao motor ou a outras partes do veículo. As opiniões divergem e alguns acreditam que escolher um combustível marca branca pode causar problemas a médio prazo, principalmente em automóveis com motores mais modernos e evoluídos, cujo controlo eletrónico é mais sensível.
A Galp, por exemplo, que fornece muitas das bombas de baixo custo, reforça o facto de as marcas tradicionais incluírem aditivos que "permitem uma lubrificação melhor do motor”, algo que não se encontra nos mais baratos. E quem trabalha com automóveis defende que o uso de energias low-cost resulta num menor intervalo entre manutenções – sobretudo quando se trata de um carro a gasóleo. No entanto, vários estudos apontam para que isto seja mais um mito do que uma realidade.
É também importante lembrar que cada veículo é único e pode responder de maneira diferente a diferentes tipos de combustível. É sempre aconselhável consultar o manual do proprietário do veículo e seguir as recomendações do fabricante sobre o tipo de combustível a ser utilizado.
A DECO (Defesa do Consumidor) elaborou um estudo, de modo a testar os impactos do combustível low-cost comparativamente ao combustível convencional, atestando quatro carros novos e iguais, com estes combustíveis e percorrendo 12 mil quilómetros durante o teste. Depois dos 12 mil quilómetros percorridos nos quatro carros, tudo foi desmontado, para ver o impacto de cada combustível nos componentes essenciais do automóvel.
O resultado do estudo: não existem factos que comprovem que este tipo de combustíveis mais baratos prejudiquem diretamente o motor e a performance do veículo. A DECO afirma, ainda, que os combustíveis low-cost cumprem as normas de qualidade e as necessidades dos consumidores.
A DECO não foi a única entidade a querer averiguar a questão dos combustíveis low-cost VS combustíveis premium. A Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (ANERC) foi perentória quanto ao melhor combustível e avisou que a qualidade dos combustíveis low-cost é sim inferior e que a ausência de aditivos não é benéfica para os motores mais modernos, fabricados atualmente.
Já a Associação de Empresas Petrolíferas (APETRO) foi mais cautelosa no seu comunicado, em dezembro de 2014, onde distinguia os combustíveis normais dos low-cost, mas sem colocar em causa a qualidade preço de ambos. Ainda assim, referiu que os produtos aditivados se distinguem pela "qualidade, fruto de muita investigação e desenvolvimento”.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) explica que "nem todo o combustível vendido em Portugal vem da refinaria de Sines”, uma vez que "existem operadores no mercado português com acesso a infraestruturas próprias, as quais lhes permitem a importação de produtos refinados”. No entanto, ressalva que "os combustíveis no mercado nacional devem cumprir a legislação que regula as suas características base, para garantir o correto funcionamento dos motores” e que "é seguro para os veículos dos clientes abastecerem em qualquer posto de abastecimento em Portugal”.
A app VivaGas permite saber os preços dos combustíveis dispersos pelos postos de abastecimento em Portugal, através do GPS do seu telemóvel. Esta app informa, ainda, sobre os horários dos postos de abastecimento de combustível. Recorrendo aos dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), a VivaGas apresenta os valores dos combustíveis ordenados por um ranking de preços ou por distância, atribuindo desta forma, as respetivas classificações a cada um deles.
Esta app é gratuita e está disponível para Android e iOS.
Nesta aplicação, são os utilizadores a introduzir os valores praticados pelos diferentes postos. Desta forma, a MaisGasolina consegue fazer uma estimativa do preço médio dos combustíveis, de acordo com as informações que recebe.
Esta aplicação é gratuita e apenas está disponível para os sistemas Android. No entanto, quem tem iOS pode consultar a versão web online.
A TuGas é uma app que mostra preços de combustível de cada posto de abastecimento de acordo com a sua localização, por proximidade. Esta aplicação foi desenvolvida por estudantes portugueses do Instituto Politécnico de Leiria e permite utilizar uma variedade de filtros que têm como intuito fazer com que os portugueses economizem um extra com cada depósito atestado.
Esta aplicação é gratuita e apenas está disponível para quem tem aparelhos com sistema operativo iOS.