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Alergias no carro: como evitar espirros ao volante

O carro é um espaço pequeno e fechado. Para quem sofre de alergias, isso significa que o pó, os ácaros e o pólen não precisam de muito para se sentirem em casa. Basta alguma humidade, uns tapetes esquecidos e um sistema de ventilação pouco cuidado. O resultado? Espirros, desconforto e aquela sensação de que o ar está sempre “pesado”, mesmo quando tudo parece limpo.

 

E isto não é um tema de nicho. Em Portugal, segundo a presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), estima-se que mais de três milhões de pessoas convivam com alguma manifestação de doença alérgica, e a rinite pode atingir uma prevalência significativa na população.

 

Portanto, condutores alérgicos, este artigo é para vocês!

Porque é que o carro pode agravar alergias?

mulher a assoar o nariz dentro do carro

Precisamente por ser um espaço fechado e com “pontos cegos”, onde os alergénios se acumulam com facilidade. Os suspeitos do costume são:

  • Pó e ácaros: adoram estofos, tapetes e zonas difíceis de aspirar
  • Pólen: entra com janelas abertas, mas também vem agarrado à roupa, cabelo e sacos
  • Humidade e bolor: tapetes húmidos, bebidas derramadas, guarda-chuvas, toalhas, ou um carro que passa dias sem arejar
  • Sistema de ventilação e ar condicionado: quando há sujidade e humidade no circuito, podem surgir odores e desconforto respiratório.

 

Se, além dos espirros, há cheiro a mofo quando liga a ventilação, isso é um sinal a levar a sério.

Como evitar espirros no carro (o que pode fazer já hoje)

Se a pergunta é “o que posso fazer já hoje”, reunimos 8 dicas simples que costumam trazer alívio rápido:

  1. Aspirar bem tapetes, estofos e entre os bancos (sim, mesmo nas calhas);
  2. Passar microfibra húmida no tablier, volante e zonas onde o pó assenta mais;
  3. Retirar fontes de humidade (tapetes molhados, roupa húmida, restos de comida);
  4. Arejar o carro de forma inteligente (já a seguir explico como, sem trazer pólen para dentro);
  5. Evitar ambientadores muito fortes se houver sensibilidade (muitos irritam, mesmo sem “alergia” clássica);
  6. Verificar o filtro do habitáculo (filtro de pólen), sobretudo se já passou um ano;
  7. Usar recirculação do ar em dias de pólen alto ou em zonas com muito trânsito/poeiras;
  8. Se houver odor persistente ou sintomas recorrentes sempre que liga o A/C, considerar limpeza/desinfeção do sistema.

Conduzir com alergias: o que fazer antes de pegar no carro

close up de pessoa a aspirar os bancos do carro

No fundo, tem de “tirar o alimento” aos alergénios e evitar que fiquem a circular dentro do carro. Quanto menos pó, pólen e humidade houver no habitáculo, menores são as hipóteses de espirros a meio do caminho.

 

Para o fazer, não precisa transformar o carro numa sala de operações. Mas há três zonas que contam mesmo muito e que merecem atenção especial:

  • Tapetes e alcatifa: acumulam pó, pólen e humidade com facilidade;
  • Estofos e cadeirinhas: os ácaros e as partículas ficam presos nas fibras;
  • Calhas dos bancos e cantos: é onde o pó vive feliz, sem ser incomodado.

     

Uma rotina prática (e realista) passa, por exemplo, por aspirar o interior do carro semanalmente quando há alergias mais intensas, crianças a bordo ou transporte frequente de animais, já que estas situações facilitam a acumulação de pó e alergénios. 

 

Durante a primavera, faz também sentido apostar numa limpeza mais profunda, incluindo estofos e cantos difíceis, para evitar que as partículas se acumulem e acabem por circular no habitáculo.

 

Se o carro tiver tapetes de tecido e houver tendência para humidade, os tapetes de borracha costumam ser uma opção mais fácil de manter seca e limpa e ajudam a evitar aquele cheiro a fechado que ninguém aprecia.

 

 

E atenção à humidade!

Se o carro cheira a mofo ou “a fechado”, muitas vezes não é imaginação. É sinal de humidade acumulada, um dos principais aliados do bolor e dos maus cheiros, e um verdadeiro gatilho para quem sofre de alergias.

 

A boa notícia é que pequenos gestos no dia a dia ajudam (e muito) a evitar esse cenário:

  • Sacudir e secar os tapetes sempre que ficam molhados;
  • Não deixar roupa de ginásio ou toalhas húmidas dentro do carro;
  • Limpar rapidamente bebidas derramadas, antes que a humidade se instale;
  • Evitar guardar guarda-chuvas molhados no habitáculo durante vários dias.

Hábitos durante a condução que ajudam a controlar as alergias no carro

Durante a época do pólen, há dois erros muito comuns que acabam por agravar os sintomas sem darmos por isso: abrir as janelas “só um bocadinho” e usar a ventilação sem critério. Em dias de pólen elevado ou ao circular por zonas com muita vegetação, manter os vidros fechados ajuda (mesmo) a reduzir a entrada de partículas no habitáculo.

 

Sempre que precisar de ar fresco, o mais indicado é recorrer ao ar condicionado, desde que o sistema esteja em boas condições e com o filtro do habitáculo em dia.

 

 

Quando usar a recirculação do ar

Quanto menos ar carregado de partículas entra, mais controlado fica o ambiente dentro do carro. Por isso, a recirculação pode ser uma boa aliada para limitar a entrada de ar exterior, sobretudo em:

  • Zonas com muito trânsito ou poeiras;
  • Dias de pólen mais intenso;
  • Túneis, filas ou estradas poeirentas.

 

 

Arejar sem trazer “a rua toda” para dentro

Arejar continua a ser importante, mas convém fazê-lo nos momentos certos para não trazer “problemas” de fora para dentro:

  • Antes de arrancar ou com o carro estacionado, de preferência longe de árvores, relva ou zonas com poeiras;
  • E evitar sítios onde o pó levanta facilmente, como parques de terra batida.

O que é o filtro do habitáculo (filtro de pólen) e quando trocar

O filtro do habitáculo é uma espécie de “guarda-costas” do ar que entra no interior do carro. É ele que ajuda a reter poeiras, poluentes e alergénios, contribuindo para um ambiente mais confortável, sobretudo para quem sofre de alergias.

 

Como referência geral, muitas entidades apontam para a substituição do filtro:

  • 1 vez por ano ou cerca de 15.000 km, sempre com a nota óbvia: vale a pena confirmar o manual do veículo e as condições de uso (cidade, poeiras, pólen, etc.).

 

 

Sinais de que pode estar na hora

Quando o filtro começa a ficar saturado, o carro costuma dar alguns sinais. Um dos mais comuns é o aparecimento de cheiros persistentes, muitas vezes descritos como “cheiro a mofo”, sobretudo ao ligar a ventilação ou o ar condicionado. Também é frequente notar mais poeira visível no interior e aquela sensação de ar “pesado”, que parece não circular bem. Em alguns casos, a própria ventilação torna-se menos eficaz, demorando mais tempo a refrescar ou a renovar o ar no habitáculo.

Ar condicionado e condutas: quando a limpeza já não chega

Mesmo com o filtro em dia, o sistema de ventilação e o A/C podem acumular sujidade e humidade ao longo do tempo.

 

Quando há esse “mix”, é comum aparecer:

  • Odor desagradável ao ligar o ar;
  • Sensação de desconforto respiratório;
  • Sintomas que parecem voltar sempre que a ventilação funciona.

 

E aqui é importante um tom honesto. Nem tudo se resolve só com “um cheirinho” ou com uma limpeza rápida do tablier. Se o problema está no circuito do ar, pode ser preciso atuar nas condutas e no ambiente do habitáculo.

Desinfeção do ar do habitáculo na Carglass®

Há uma diferença simples (e útil) a reter. A limpeza serve para remover a sujidade visível e as poeiras que ficam nas superfícies do interior do carro. 

 

Já a desinfeção do ar do habitáculo e das condutas vai mais além: o objetivo é ajudar a melhorar a qualidade do ar que se respira dentro do veículo, atuando no interior do carro e no circuito de ventilação, e contribuindo também para neutralizar odores que tendem a voltar, sobretudo quando há humidade ou quando o ar condicionado é usado com frequência.

 

 

E quando faz mais sentido considerar este serviço?

  • Quando há cheiro a mofo ou a “ar condicionado pesado”;
  • Quando os sintomas voltam sempre que a ventilação está ligada;
  • Depois de episódios de humidade no carro (chuva intensa, tapetes encharcados, infiltrações);
  • Se o carro transporta frequentemente crianças (cadeirinhas, migalhas, tapetes) ou animais.

 

Na Carglass®, a desinfeção é feita com produtos 100% biodegradáveis e, em apenas 12 minutos, elimina até 99,9% dos germes.

 

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O que causa alergias dentro do carro?

Geralmente, uma combinação de ácarospólen trazido do exteriorpelos de animaishumidade/bolor em tapetes e estofos.