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Os carros chineses chegaram a Portugal para ficar. Nos últimos anos, deixaram de ser uma curiosidade e passaram a ocupar lugar tanto nas estradas como nas decisões de compra de muitos condutores.
Com preços competitivos, autonomias cada vez mais elevadas e garantias alargadas, estas marcas estão a desafiar os gigantes europeus e a conquistar terreno no mercado nacional.
Mas será que vale a pena apostar num carro chinês em 2026? Que marcas estão disponíveis, quanto custam e o que prometem em termos de fiabilidade, autonomia e assistência?
A presença dos carros chineses elétricos é cada vez mais notória, com uma variedade crescente de modelos e opções disponíveis para os consumidores preocupados com o meio ambiente. Mas o que exatamente esses veículos têm a oferecer? Quais são as vantagens que os tornam atrativos e quais são as desvantagens que ainda geram questionamentos?

O mercado português conta com uma frente alargada de marcas chinesas e afiliadas, em diferentes segmentos e posicionamentos. Destaque para:

O contexto atual tem dado uma valente ajuda quando a mobilidade elétrica cresce a bom ritmo. Em janeiro de 2025, os BEV (Battery Electric Vehicle) atingiram 22,5% de quota dos ligeiros de passageiros novos, um máximo histórico, segundo a Associação Automóvel de Portugal (ACAO) e a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE). Ao longo de 2025, a UVE reportou aumentos mensais significativos face a 2024.
Em paralelo, as marcas de origem chinesa reforçaram presença na Europa, com recordes de quota no primeiro semestre de 2025, o que tende a refletir-se em Portugal através de mais modelos e melhor disponibilidade.
Nos últimos dois anos, alguns modelos chineses conquistaram um lugar de destaque entre os elétricos mais vendidos no país. O MG4 e o BYD Dolphin, seguidos de perto pelo Atto 3, são hoje presença habitual nas listas de preferências dos portugueses que procuram um elétrico equilibrado entre preço, autonomia e tecnologia.
O MG4, por exemplo, tem sido elogiado pela sua condução envolvente e pela autonomia que pode ultrapassar os 450 km WLTP, mantendo um preço abaixo da média dos concorrentes europeus. Já o BYD Dolphin destaca-se pelo design moderno e pela boa eficiência energética, enquanto o Atto 3 aposta numa abordagem mais familiar e num interior tecnológico com ecrã rotativo e sistemas ADAS de série.
Estes modelos simbolizam a nova fase da indústria automóvel chinesa: mais maturidade, mais fiabilidade e uma competitividade que vai muito além do preço. São, cada vez mais, a porta de entrada de muitos condutores portugueses na mobilidade elétrica.
A autonomia deixou de ser o ponto fraco dos elétricos chineses. Graças ao desenvolvimento de baterias LFP (lítio-ferro-fosfato) e NCM (níquel-cobalto-manganês) de nova geração, mais seguras, duráveis e eficientes, os novos modelos prometem viagens mais longas com menos carregamentos.
Em 2026, a autonomia média dos elétricos chineses deverá ultrapassar os 500 km em ciclo WLTP, com alguns modelos a alcançar os 700 km, como o BYD Seal U ou o NIO ET7.
Além da capacidade energética, também a gestão eletrónica e a aerodinâmica têm evoluído, permitindo consumos mais baixos e um desempenho mais equilibrado, mesmo em viagens longas.
As marcas chinesas perceberam rapidamente que a confiança é tudo no momento da compra.
Grande parte já oferece garantias de sete a oito anos (ou 150.000 km) sobre o sistema elétrico, e até oito anos na bateria, o que supera muitas marcas europeias e dá ao comprador uma sensação de segurança extra.
Esta política tem sido um dos grandes trunfos da nova geração de construtores, que procuram mostrar que a fiabilidade e a durabilidade dos seus veículos estão à altura e, em alguns casos, acima dos padrões ocidentais.
A estratégia agressiva de preços baixos que marcou a entrada dos carros chineses na Europa está a evoluir.
Em 2026, o mercado deverá dividir-se em duas frentes:
Mesmo assim, a relação preço/autonomia continuará a ser um dos maiores argumentos de compra, e o que explica a velocidade com que estas marcas têm ganho espaço nas estradas portuguesas.
Os carros chineses já provaram que vieram para ficar. E o próximo ano promete consolidar essa presença. Com autonomias superiores, preços equilibrados e garantias generosas, são hoje uma alternativa real aos modelos europeus e americanos.
E claro, se optar por um modelo com câmaras ou sensores avançados, a Carglass® pode ajudá-lo a assegurar que tudo funciona na perfeição após qualquer intervenção no para-brisas ou sistema ADAS, com técnicos certificados e calibração precisa em todo o país.