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Há gestos que parecem inocentes: atender “só um minuto”, espreitar uma notificação, enviar um áudio rápido. No trânsito real, são segundos que podem custar caro. Usar o telemóvel a conduzir é uma das distrações mais perigosas e, em 2026, continua a ter repercussões em coimas, pontos e, até, inibição de conduzir.
Vamos direto ao que interessa: o que diz a lei, quanto pode pagar, quantos pontos perde e como evitar tudo isto sem perder o foco na estrada.

A distração ao volante não é apenas “falta de jeito”; é ciência. Quando a atenção salta para o ecrã, perde-se visão periférica, piora a avaliação de distâncias e o tempo de reação dispara.
É por isso que as autoridades reforçam campanhas e fiscalização. Em 2025, o número de multas por uso do telemóvel ao volante mais do que duplicou face ao ano anterior. Só nos três primeiros meses do ano, as autoridades registaram 7.587 infrações, o equivalente a 84 multas por dia. Numa única semana, mais de 800 condutores foram apanhados ao telemóvel durante a condução, segundo dados oficiais de maio de 2025.
É um sinal claro de que a distração continua a ser um problema real nas estradas portuguesas, e que o risco de ser apanhado é cada vez maior.
A regra-chave está no artigo 84.º do Código da Estrada: é proibido ao condutor, durante a marcha, utilizar ou manusear de forma continuada qualquer aparelho que prejudique a condução. Isto inclui o telemóvel, obviamente.
Mas há exceções e alguns dispositivos são permitidos na condução. Equipamentos sem manuseamento continuado, como sistemas de alta-voz integrados no veículo, kits mãos-livres ou auricular único (incluindo Bluetooth). A ideia é simples: falar, se tiver mesmo de ser, sem tirar as mãos do volante e sem desviar o olhar da estrada.
E o GPS? Pode ser usado num suporte fixo, com a rota definida antes de arrancar. Se for preciso mexer no ecrã, a solução segura e legal é encostar num local permitido e só depois interagir com o equipamento.
Falar ao telemóvel ao volante é uma contraordenação grave e pode resultar numa multa entre 250 e 1.250 euros.
E se acha que falar ao telemóvel é das infrações mais comuns, lembre-se de que há outras que também pesam na carteira, como o excesso de velocidade ou a condução sob o efeito do álcool.
Além da coima, há outro “prejuízo” que muitos esquecem: a perda de três pontos na carta de condução. Sim, três. E se o histórico de infrações já não for limpo, isso pode pesar, e muito, na revalidação futura da carta.
Mas não fica por aqui. Dependendo da situação, o condutor pode ainda ficar inibido de conduzir entre um e 12 meses. Ou seja, um simples deslize ao telemóvel pode traduzir-se em meses sem pegar no carro.

Independentemente se for um telefonema, mensagem ou um check rápido às notificações, estar ao telemóvel enquanto se conduz constitui uma contraordenação grave.
Tal como acontece com outras infrações graves, por exemplo, conduzir sem carta ou ultrapassar os limites de velocidade. As consequências podem ir muito além da multa.
O truque é antecipar. Ative o modo “Não incomodar ao conduzir” e deixe respostas automáticas preparadas para SMS e apps de mensagens. Emparelhe o telemóvel antes de arrancar, confirme que o Bluetooth está a funcionar e coloque o aparelho fora do seu alcance visual ( no bolso, mala, porta-luvas). Se usa GPS, fixe o suporte e defina a rota com o carro parado. Precisa mesmo de atender? Encoste num local permitido, respire, trate do assunto e só depois siga viagem.
Há ainda boas ajudas: aplicações que bloqueiam notificações em andamento, campanhas da ANSR/PSP/GNR que recordam os riscos e formações de condução defensiva que treinam a gestão de atenção. O objetivo é sempre o mesmo: manter os olhos na estrada e as mãos a conduzir.
A ANSR lembra que a distração continua a ser uma das principais causas de acidentes, muitas vezes, com consequências graves. E que evitar uma notificação ou uma chamada enquanto conduz pode, literalmente, salvar vidas.
Não há notificação que valha uma travagem tardia. A condução pede atenção plena, e o telemóvel, quando não é ferramenta mãos-livres, é um convite ao erro. Pense assim: conduzir distraído reduz a sua “visibilidade mental” tanto como um para-brisas embaciado.