Chega o frio, as manhãs ficam mais demoradas e o carro decide não colaborar. O som do motor tenta arrancar, mas nada acontece. Este cenário soa-lhe familiar? Apontamos o culpado mais óbvio: a bateria. E o inverno é, de facto, a pior altura do ano para ela mostrar fraqueza.
Neste artigo explicamos por que o frio afeta tanto a bateria, como pode identificar os primeiros sinais de desgaste e o que deve fazer (com segurança) se o carro não pegar.
Tudo isto para que, nas manhãs geladas, a única coisa que precise de aquecer seja o seu café.

O frio é o maior inimigo silencioso das baterias. Mesmo sem sinais evidentes, as baixas temperaturas reduzem a capacidade de carga e dificultam o arranque do carro.
Eis o que realmente acontece nos meses de inverno:
Quando as temperaturas descem, as reações químicas dentro da bateria abrandam. Tal faz com que a energia disponível para ligar o motor seja menor, tornando o arranque mais difícil. É por isso que, em dias gelados, o carro parece “pesado” ao tentar arrancar.
Com o frio, o óleo do motor torna-se mais espesso, e o motor exige mais energia elétrica da bateria para começar a funcionar. Esse esforço adicional é um dos principais motivos pelos quais o carro custa mais a pegar durante o inverno.
Se a bateria já tem alguns anos, o frio pode ser o golpe final. As placas internas degradam-se com o tempo e perdem capacidade de carga, o que faz com que, em dias frios, a energia disponível possa cair até 50%.
Se o carro fica parado durante vários dias, o risco é ainda maior. Sem uso, a bateria descarrega-se naturalmente (e o frio acelera esse processo).

Nem sempre a bateria avisa antes de falhar, mas há pequenos indícios que vale a pena notar.
Alguns dos sinais mais comuns incluem:
Se notar algum destes sintomas, peça a uma oficina ou centro automóvel para testar a bateria antes do frio apertar.
Se o carro não pega por causa do frio ou de uma bateria descarregada, há soluções simples que pode tentar. Mas é importante fazê-lo com cuidado, para evitar danos no sistema elétrico ou no motor.
Certifique-se de que ambos os carros estão desligados antes de começar a ligação. De seguida, ligue os cabos pela ordem correta: primeiro o polo positivo (+) da bateria descarregada ao positivo do carro de apoio; depois o negativo (–) do carro de apoio a uma parte metálica do motor do carro imobilizado (e nunca diretamente ao polo negativo da bateria descarregada).
Esta sequência reduz o risco de faíscas e protege os componentes eletrónicos.
Se o carro não pegar à primeira, evite insistir várias vezes seguidas. Forçar o arranque pode sobreaquecer o motor de arranque e os cabos, agravando o problema. Espere alguns segundos entre tentativas para permitir que o sistema estabilize.
Depois de conseguir ligar o carro, mantenha o motor a trabalhar durante pelo menos 20 a 30 minutos. É o tempo necessário para que o alternador recarregue a bateria e estabilize o sistema elétrico.
Se, mesmo assim, o carro continuar sem reagir, o problema pode não estar apenas na bateria. Pode haver uma avaria no motor de arranque que requer verificação por um profissional.
Mesmo com manutenção regular, nenhuma bateria dura para sempre.
Substituir a bateria atempadamente evita ficar parado na estrada em pleno frio e garante que o sistema elétrico do carro (luzes, rádio, ar condicionado, travões ABS, entre outros) funciona em pleno.
Saiba mais sobre como antecipar problemas na bateria do automóvel e evite surpresas desagradáveis.
Se já tentou de tudo e o carro continua imóvel, o ideal é chamar a assistência em viagem. Pode haver uma avaria no motor de arranque que requer verificação por um profissional.
Mas se for apenas uma descarga pontual, o importante é não ignorar o aviso: teste ou substitua a bateria o quanto antes. Assim, na próxima manhã fria, o carro arranca à primeira, sem stress e sem surpresas.
Quer saber mais sobre o que fazer quando o carro não pega? Descubra as causas mais comuns e as melhores soluções no nosso artigo.