Já não basta um carro ter quatro rodas e um motor para impressionar. Hoje, o que mais chama a atenção são os sensores que “olham” pela estrada, os assistentes de voz que respondem como se fossem copilotos e até os sistemas que sabem quando o condutor está cansado.

O que é a inteligência artificial nos carros? Em poucas palavras, é o “cérebro digital” que aprende com dados e toma decisões em frações de segundo para ajudar o condutor, ou, em cenários mais avançados, para conduzir por si.
Resultado? Sistemas que percebem o contexto, antecipam problemas e personalizam a experiência dentro do carro.
Antes de imaginar carros a falar entre si ou a conduzir sozinhos, vale a pena olhar para o que já existe hoje. A IA já vive por trás de muitos “pequenos milagres” do dia a dia: do aviso de fadiga à travagem automática, do cruise control inteligente às rotas que se adaptam ao trânsito em tempo real.
Conheça as aplicações que já estão a transformar a experiência ao volante de forma prática, mensurável e, sobretudo, segura.
Travagem automática, manutenção de faixa, deteção de peões, cruise control inteligente… Os ADAS evoluem com IA para interpretar melhor o ambiente e reduzir erros. Se já conduz com estes assistentes, está a usar IA mais vezes do que imagina.
Saiba mais sobre sistemas ADAS e o assistente de faixa.
Lembra-se de quando o GPS só dizia “siga em frente” e não havia volta a dar se apanhasse trânsito? Isso já era. Hoje, a IA cruza o trânsito em tempo real, meteorologia e até o estilo de condução para escolher a rota mais eficiente. Nos elétricos, vai mais longe: calcula paragens para carregar a bateria e até prepara a temperatura dela para carregar mais rápido. Menos stress e viagens bem mais fluidas.
Com IA, os assistentes de bordo entendem a linguagem natural e adaptam-se ao condutor. Se gosta de ouvir jazz à noite e pop de manhã, o carro vai percebendo e ajusta. Se costuma ter frio com 20°C, ele aprende que “confortável” para si são 22°C. A Volkswagen, por exemplo, já integrou o ChatGPT em vários modelos para responder a perguntas ou dar informações durante a viagem.
Quem nunca teve aquela luzinha no painel a acender no pior momento? A IA promete acabar com essas surpresas. Os sensores monitorizam o carro 24 horas por dia e conseguem prever falhas antes de virarem problemas sérios. Assim, em vez de ficar parado na berma da estrada, recebe um aviso para agendar a manutenção com antecedência. Menos custos inesperados, mais tranquilidade ao volante.
Os assistentes de bordo estão a deixar de ser “botões com voz” para se tornarem verdadeiros companheiros de viagem. Já não se trata apenas de aumentar o ar condicionado ou mudar a estação de rádio: a IA generativa consegue explicar por que é que uma luz se acendeu no painel, sugerir restaurantes perto da próxima saída da autoestrada ou até contar-lhe a história de um monumento que está a passar. O mais interessante é que estas respostas já não são pré-programadas, mas sim criadas em tempo real, adaptadas ao contexto e ao que procura naquele momento.

Se há uns anos falar de carros com inteligência artificial parecia conversa de ficção científica, hoje já é realidade em várias marcas.
E não ficam por aqui: outros construtores estão a investir em realidade aumentada e interfaces mais intuitivas, sempre com a mesma ideia - reduzir distrações e tornar a condução mais segura e agradável.
Olhando para o que já existe, fica claro que o próximo passo não é “se” a IA vai transformar ainda mais o setor, mas “quando”.
Imagine entrar num carro sem volante nem pedais e ele levá-lo sozinho de Lisboa ao Porto? Esse é o objetivo do nível 5. Ainda não chegámos lá, mas os testes já avançam e o nível 3 em alguns modelos mostra que o caminho está traçado.
Dentro de pouco tempo, os carros vão “conversar” com semáforos, estradas e até com outros veículos para evitar engarrafamentos e acidentes. Vai ser como ter um trânsito que se organiza sozinho em vez de um caos diário.
Claro que não é só tecnologia. Há debates sérios a acontecer: quem é responsável se um carro autónomo tiver um acidente? Como se protege a privacidade dos dados recolhidos pelo veículo? Estas são perguntas que vão moldar tanto o ritmo da inovação como a confiança dos condutores.
A grande questão. Para já, a resposta é simples: não.
A tecnologia já é capaz de assumir grande parte das tarefas da condução, mas apenas em cenários muito específicos e controlados. Estradas mal sinalizadas, meteorologia adversa ou obras inesperadas ainda obrigam o humano a intervir.
O objetivo não é retirar o prazer de conduzir, mas sim aliviar o peso das partes mais cansativas ou arriscadas. Deixar que a máquina reaja em milissegundos a um peão que atravessa, ou que vigie o trânsito no pára-arranca da cidade, pode significar menos stress e mais segurança. No fundo, trata-se de criar um equilíbrio: usar a tecnologia como apoio sem perder o controlo.
A Inteligência Artificial já não é promessa: está no dia a dia, dos assistentes de faixa ao planeamento da rota, das respostas por voz ao diagnóstico preditivo. O futuro passa por carros mais conectados, integrados com a cidade, e por uma experiência de condução que se adapta a cada pessoa, mas sem perder o foco na segurança.
Antes de terminarmos, deixamos-lhe um lembrete importante para quem já tem Sistemas ADAS no carro: sempre que substitui o para-brisas, é crucial calibrar os sistemas de assistência. É isso que garante que câmaras e radares “vêem” como devem e que a IA faz bem o seu trabalho.
Na Carglass, este processo é feito por técnicos especializados, com equipamento certificado, logo após a substituição do vidro. Assim, sai da oficina com o para-brisas novo e a certeza de que todos os sistemas de assistência estão a trabalhar em pleno.