Seguro de danos próprios: como funciona e o que cobre?
Quando se fala em seguros automóveis, a maioria dos condutores conhece o seguro contra terceiros, que é obrigatório por lei. No entanto, existe outro tipo de proteção mais abrangente: o seguro de danos próprios.
Este tipo de seguro cobre danos no seu próprio veículo mesmo quando a responsabilidade é sua ou quando não é possível identificar um responsável. Mas será que compensa contratar este seguro? E o que está realmente incluído nas coberturas?
Neste artigo explicamos como funciona o seguro de danos próprios, o que cobre, o que não cobre e em que situações pode valer a pena contratá-lo.
O que é um seguro de danos próprios?

O seguro de danos próprios é um seguro automóvel com cobertura alargada que protege o seu veículo contra diversos tipos de danos, independentemente de quem seja o responsável pelo incidente.
Ao contrário do seguro obrigatório de responsabilidade civil, que apenas cobre danos causados a terceiros, este tipo de seguro permite também reparar ou compensar danos na sua própria viatura.
Por esse motivo, este seguro é frequentemente associado aos chamados seguros “contra todos os riscos” embora, na prática, as coberturas variem de seguradora para seguradora.
Seguro de danos próprios vs seguro contra terceiros
O seguro obrigatório em Portugal é o seguro de responsabilidade civil automóvel, também conhecido como seguro contra terceiros.
A principal diferença entre os dois tipos de seguro está nas coberturas.
Seguro contra terceiros (obrigatório)
- Cobre apenas danos causados a outras pessoas ou veículos;
- Não cobre danos no seu próprio carro se for responsável pelo acidente.
Seguro de danos próprios (facultativo)
- Cobre danos no seu veículo;
- Pode incluir várias coberturas adicionais;
- Oferece uma proteção mais completa.
Se tiver dúvidas sobre a existência de seguro associado ao veículo, pode confirmar essa informação através da matrícula.
O que cobre um seguro de danos próprios?
As coberturas podem variar entre seguradoras, mas normalmente incluem situações como:
- Acidentes com responsabilidade do condutor;
- Choque, colisão ou capotamento;
- Vandalismo;
- Fenómenos naturais (tempestades, granizo, cheias, etc.);
- Incêndio ou explosão;
- Roubo ou furto do veículo;
- Quebra isolada de vidros.
Algumas destas coberturas podem ser contratadas separadamente ou adicionadas a um seguro contra terceiros mais completo, como acontece com a cobertura de quebra isolada de vidros. Dependendo da apólice, o seguro pode ainda incluir proteção contra determinados fenómenos naturais, como granizo ou tempestades, que também podem provocar danos nos vidros do veículo.
Já a cobertura de quebra isolada de vidros permite reparar ou substituir vidros do carro sem impacto significativo no seguro.
O que não cobre um seguro de danos próprios?
Apesar de oferecer uma proteção mais abrangente, este seguro não cobre todas as situações.
Normalmente ficam excluídos:
- Danos provocados intencionalmente;
- Condução sob efeito de álcool ou drogas;
- Utilização do veículo para fins não declarados no seguro;
- Desgaste natural do veículo;
- Avarias mecânicas.
Além disso, muitos seguros incluem uma franquia, ou seja, uma parte do valor do prejuízo que fica a cargo do segurado.
Quando compensa ter um seguro de danos próprios?
Este tipo de seguro pode fazer mais sentido em determinadas situações, por exemplo:
- Carros novos ou com elevado valor de mercado;
- Veículos financiados ou em leasing;
- Condutores que utilizam o carro diariamente;
- Zonas onde existe maior risco de vandalismo ou fenómenos naturais.
Por outro lado, em carros mais antigos ou de baixo valor, o custo do seguro pode não compensar.
Quanto custa um seguro de danos próprios?
O preço varia bastante dependendo de vários fatores, como:
- Idade do condutor;
- Histórico de sinistros;
- Idade e valor do veículo;
- Local de residência;
- Franquia escolhida;
- Coberturas incluídas.
De forma geral, um seguro com danos próprios é mais caro do que um seguro contra terceiros, precisamente por oferecer uma proteção mais abrangente.
O que fazer se o seu seguro incluir cobertura de vidros?
Se o seu seguro automóvel incluir cobertura de quebra isolada de vidros, poderá reparar ou substituir o vidro do carro através da seguradora.
Antes de escolher um seguro, é essencial analisar bem as coberturas incluídas, a franquia e o custo do prémio, garantindo que a proteção corresponde às suas necessidades e ao valor do veículo.
A Carglass trabalha com a maioria das seguradoras em Portugal e trata de todo o processo com a companhia de seguros.