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Condução Segura

A importância crucial do cinto de segurança

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15 jan de 2024 | 6 min de leitura

No que diz respeito à segurança rodoviária, existe um pequeno gesto que pode fazer toda a diferença, no pior cenário possível. Este gesto - algumas vezes desvalorizado -, caso seja ignorado, é também punível por lei. Falamos-lhe da utilização do cinto de segurança. Conheça a sua importância.

Entenda a importância da utilização do cinto de segurança

Sabia que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso do cinto de segurança reduz o risco de morte em caso de acidente de carro em cerca de 70%? No entanto, ainda há muitas pessoas que negligenciam a sua utilização, colocando-se em risco. Em 2022, segundo o relatório de acidentes de trânsito do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), 51% dos ocupantes de veículos envolvidos em acidentes mortais em Portugal não usavam cinto de segurança.

Embora muitos possam considerá-lo uma tarefa corriqueira e, até mesmo, inconveniente, a verdade é que o cinto de segurança é, sem dúvida, um dos dispositivos de segurança mais cruciais já inventados para proteger a vida de todos os ocupantes do veículo.

O cinto de segurança pode ajudar a proteger contra ferimentos na cabeça, no pescoço, na coluna e nos órgãos internos. Em caso de acidente, este pode ajudar a manter os ocupantes no seu lugar no veículo, evitando que sejam ejetados.

Benefícios do cinto de segurança

O cinto de segurança é muito mais do que um mero regulamento a ser cumprido; é um escudo de proteção que pode salvar vidas em caso de acidentes de trânsito. Ao abordar a importância deste elemento de segurança passiva, é fundamental destacar os seus inúmeros benefícios.

Prevenção de lesões graves

O cinto de segurança desempenha um papel crucial na prevenção de lesões graves em acidentes de trânsito. Numa colisão, a força do impacto pode ser devastadora e, sem o cinto de segurança, os ocupantes do veículo ficam vulneráveis a serem arremessados para fora deste ou colidir com outras partes do interior do automóvel. O cinto de segurança mantém o corpo do ocupante seguro no lugar, reduzindo o risco de lesões graves, como traumatismos cranianos, fraturas ósseas e lesões na coluna vertebral.

Redução do risco de mortalidade

Um dos benefícios mais significativos deste dispositivo de segurança é a redução do risco de mortalidade em acidentes de trânsito. Estudos e estatísticas demonstram consistentemente que os ocupantes que usam o cinto de segurança têm uma hipótese muito maior de sobreviver a acidentes do que aqueles que não o fazem. Ainda com base no relatório de acidentes de trânsito do IMTT, de 2022, 92% dos ocupantes de veículos envolvidos em acidentes mortais que usavam cinto de segurança sobreviveram.

Proteção em diferentes tipos de acidentes

O cinto de segurança é projetado para proteger os ocupantes em vários tipos de acidentes, incluindo colisões frontais, laterais e traseiras. Além disso, oferece uma camada adicional de proteção em caso de capotamento, impedindo que os ocupantes sejam arremessados para fora do veículo. Esta capacidade de se adaptar a diferentes cenários de acidentes, tornam este elemento de segurança passiva num dispositivo versátil e confiável para a segurança nas estradas.

Sabe como colocar o cinto de forma correta?

A correia diagonal deve passar através do centro da clavícula (entre o ombro e o pescoço), e não deverá tocar no pescoço uma vez que, em caso de colisão, o efeito protetor perde-se, ou seja, o cinto poderá causar lesões na área.

A correia horizontal deve estar na zona inferior do abdómen, em contacto com uma parte da pélvis chamada crista ilíaca (ponto mais alto da pelve). Recomenda-se também que, caso coloque bandas, ajuste as mesmas ligeiramente para cima na diagonal, para que a correia se mantenha estável. Atenção: nunca deixe de usar uma das partes do cinto de segurança, como a parte do ombro ou do colo.

Segundo o código da estrada, "os cintos de segurança devem ser usados com a fivela de fecho apertada, devendo a precinta subabdominal estar apertada, colocada numa posição baixa sobre as coxas, e a precinta diagonal, caso exista, repousada sobre o ombro e cruzar o tórax, não podendo ser colocada debaixo do braço ou atrás das costas”.

E como funciona?

O cinto de segurança é composto por duas partes principais: uma faixa abdominal e uma faixa diagonal. A faixa abdominal fica ao redor da cintura do ocupante, enquanto a faixa diagonal fica ao redor do peito. Em caso de acidente, o cinto de segurança prende-se e evita que o ocupante seja projetado para a frente. A força da desaceleração é distribuída pela faixa abdominal e diagonal, o que ajuda a reduzir a gravidade dos ferimentos.

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O que diz a lei portuguesa

Neste tema, é o artigo 82º - do decreto lei n.º 170-A/2014 de 7 de novembro -, que estabelece o regime jurídico da homologação e utilização dos cintos de segurança e dos sistemas de retenção para crianças em veículos rodoviários.

Esse mesmo artigo, que prevê a utilização de dispositivos de segurança, estabelece que "o condutor e passageiros transportados em automóveis são obrigados a usar os cintos e demais dispositivos de segurança com que os veículos estejam equipados”.

Adicionalmente, o decreto lei de 7 de novembro de 2014, referido acima, indica ainda que "todos os veículos ligeiros matriculados após 27 de maio de 1990 têm obrigatoriamente que se usar cintos de segurança corretamente em todos os bancos, quer sejam dianteiros ou traseiros.”

Crianças e passageiros de veículos pesados

No que diz respeito aos ocupantes de veículos pesados, é necessário comunicar-lhes que devem utilizar o cinto de segurança enquanto estiverem sentados e o veículo estiver em movimento.
Já as crianças com menos de 1,35m de altura podem ser dispensadas de usar cintos de segurança, devendo usar um dispositivo homologado e adequado ao seu tamanho, enquanto as mais altas podem usar cinto de segurança para adultos.

Cintos de segurança: isenções

De acordo com o artigo 2.º da Portaria n.º 311-A/2005, estão dispensados da obrigatoriedade de instalar cintos de segurança:
  • "Os veículos agrícolas e as máquinas industriais.
  • Nos bancos da frente, os carros ligeiros de passageiros e mistos matriculados antes de 1 de janeiro de 1966 e os restantes carros ligeiros matriculados antes de 27 de maio de 1990.
  • Nos bancos traseiros, os carros ligeiros matriculados antes de 27 de maio de 1990.”

Ainda na mesma Portaria, segundo o artigo 5.º, estão isentos do uso de cinto de segurança:

  • "As pessoas que possuam um atestado médico de isenção por graves motivos de saúde, passado pela autoridade de saúde da área da sua residência.
  • Dentro das localidades, os condutores de veículos de polícia e de bombeiros, bem como os agentes de autoridade e bombeiros quando transportados nesses veículos.
  • Os condutores de automóveis ligeiros de aluguer, letra A, letra T.
  • Os taxistas.”

Dicas para a utilização adequada do cinto de segurança

  • Posição correta do cinto: como já referido, certifique-se que o cinto de segurança passa pelo meio do peito, por cima do externo, e que a parte superior do cinto de segurança pousa sobre o ombro, sem causar fricção no pescoço, podendo para tal ajustar a altura do cinto, na zona do carro de onde o cinto de segurança é puxado. 
  • Ajuste adequado: o cinto deve estar firme, mas confortável, evitando folgas excessivas.
  • Verifique regularmente o estado dos cintos: faça inspeções visuais para identificar cortes, desgaste ou danos e substitua-o em caso de problemas.
  • Utilize sistemas de retenção para crianças adequados: escolha sistemas apropriados de acordo com a idade e tamanho das crianças.
  • Seja exemplar: como condutor, utilize o cinto de segurança em todas as viagens e incentive os passageiros a fazer o mesmo.
  • Cumpra as regras de transporte de crianças: esteja ciente e siga as regulamentações específicas para o transporte de crianças.
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