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Comprar um carro é sempre um momento entusiasmante. Mas, como em tudo, há uma parte menos divertida: os impostos.
E sim, há mais do que um. Entre ISV, IUC, IVA, Imposto de Selo e algumas taxas adicionais, o valor final pode variar bastante, sobretudo se o carro for usado, importado ou elétrico.
Se está a pensar em comprar carro em 2026, conhecer bem estes impostos é meio caminho andado para tomar uma decisão informada e evitar surpresas.

O ISV é o primeiro e, provavelmente, o mais pesado dos impostos na compra de um carro em Portugal. É pago apenas uma vez, no momento da primeira matrícula nacional do veículo, seja ele novo, importado ou alvo de transformação relevante.
O imposto resulta da combinação de dois fatores principais: a cilindrada do motor e o impacto ambiental, medido pelas emissões de CO₂. De forma simples, quanto maior for o consumo e a poluição associada ao veículo, maior tende a ser o valor a pagar.
Em 2026, o cálculo do ISV mantém-se assente nestes mesmos componentes. As tabelas e escalões não sofreram alterações face a 2025, pelo que o imposto continua a depender sobretudo do tipo de combustível, da norma de homologação (WLTP ou NEDC) e das características do veículo.
Quem importa carros usados da União Europeia continua a poder beneficiar de uma redução proporcional à idade do veículo, que pode chegar aos 80%, consoante o ano da primeira matrícula.
Apesar da entrada em vigor da norma Euro 7 ao nível da homologação dos veículos, esta não se traduziu, para já, em mudanças diretas no cálculo do ISV.
Depois de o carro estar matriculado e pronto a circular, entra em cena o IUC (Imposto Único de Circulação). É um imposto anual, pago todos os anos no mês de aniversário da matrícula.
O IUC é uma espécie de “taxa de utilização das estradas” e, tal como o ISV, tem em conta o tipo de combustível, a cilindrada e as emissões de CO₂. No caso dos veículos registados antes de 2007, o cálculo baseia-se apenas na cilindrada e na idade.
Se ainda confunde os dois, lembre-se disto: o ISV paga-se uma única vez, quando o carro entra em circulação em Portugal; o IUC paga-se todos os anos, enquanto o carro estiver ativo.
Pode consultar ou calcular o valor a pagar no Portal das Finanças. E se tiver dúvidas sobre prazos e isenções, leia o nosso artigo sobre como pagar o IUC passo a passo e como pedir a isenção do IUC.

O IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) também pode entrar em jogo na compra de um automóvel, mas depende do tipo de transação.
Quando o carro é novo e comprado a um stand nacional, o IVA (23%) está incluído no preço. Já no caso de usados vendidos entre particulares, não há IVA sobre o valor de venda.
Nas importações de fora da União Europeia, o IVA é cobrado na alfândega, juntamente com o ISV.
Para empresas, o tema ganha mais complexidade. O IVA pode ser dedutível apenas em casos muito específicos, por exemplo, em veículos exclusivamente afetos à atividade profissional, como frotas de transporte, táxis ou carros elétricos de uso empresarial.
Além do IVA, há ainda o Imposto do Selo, aplicado sobretudo em contratos de crédito automóvel. A taxa varia conforme o montante e o prazo do financiamento, situando-se geralmente entre 0,5% e 1%. É pago pelo comprador e incluído nos custos totais do crédito, pelo que convém tê-lo em conta se planeia financiar a compra.
A compra de um carro pode ainda implicar taxas complementares, muitas delas relacionadas com o impacto ambiental e os procedimentos administrativos.
A mais relevante é a taxa de carbono, embutida no cálculo do ISV para carros a gasolina e gasóleo. O seu valor varia consoante as emissões de CO₂ e segue as regras definidas pelas normas Euro em vigor.
Também existem custos administrativos de registo e legalização, como o pedido de matrícula, o Documento Único Automóvel (DUA) e o registo de propriedade, todos pagos no Instituto dos Registos e Notariado (IRN).
Quem compra um carro importado deve ainda contar com custos alfandegários, inspeção obrigatória e eventuais taxas de homologação técnica, essenciais para a legalização do automóvel em território nacional.
O seguro automóvel não é um imposto, mas é uma obrigação fiscal e legal para todos os veículos que circulem na via pública. A lei exige que cada automóvel tenha, pelo menos, um seguro de responsabilidade civil para assegurar a cobertura dos danos causados a terceiros, em caso de acidente.
O valor do prémio depende do tipo de carro, do perfil do condutor e das coberturas escolhidas. Há soluções básicas e outras mais completas, como o seguro contra todos os riscos, que protege também o próprio veículo. Quem compra um carro usado deve confirmar se o seguro anterior foi cancelado e ativar o novo de imediato, para não circular sem cobertura.
Os veículos 100% elétricos continuam isentos de ISV e de IUC, e mantêm o benefício de IVA dedutível para empresas que os usem em contexto profissional. Já os híbridos plug-in e os mild-hybrid têm reduções parciais, que variam conforme a autonomia e o nível de emissões.
Pessoas com deficiência com um grau de incapacidade igual ou superior a 60% também podem beneficiar de isenção total de ISV, até determinados limites de cilindrada, desde que a viatura seja adaptada ou destinada à sua mobilidade pessoal.
Nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, há ainda reduções regionais do ISV e do IUC (normalmente entre 10% e 30%) para compensar os custos de transporte e incentivar a transição energética.
As empresas continuam a ter benefícios fiscais relevantes, como a dedução parcial do IVA em carros elétricos e híbridos plug-in, ou a isenção total de tributação autónoma em viaturas 100% elétricas afetas à atividade.
Saiba mais sobre os incentivos e apoios disponíveis na compra de carros elétricos.
Embora as inspeções automóveis não sejam um imposto, são um custo obrigatório que importa prever quando se compra um carro. Todos os veículos têm de realizar a inspeção periódica obrigatória, sem a qual não podem circular legalmente.
Nos carros novos, a primeira inspeção é feita ao 4.º ano após a matrícula e, a partir daí, passa a ser anual.
O preço ronda os 33 euros em 2026 e as coimas por falta de inspeção podem chegar aos 1.250 euros.
Mesmo sendo apenas uma verificação técnica, é também uma boa altura para confirmar o estado dos vidros e das escovas, garantindo que o carro se mantém seguro e em boas condições para circular.
Mas os impostos e encargos não terminam na compra. Para além destes valores, há despesas regulares associadas à posse do carro que também pesam no orçamento ao longo do ano. Descubra quanto custa ter e manter um carro.