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Comprar um carro é meio caminho para ganhar liberdade… e um caminho inteiro para somar despesas. Entre os impostos na compra, as despesas fixas que regressam todos os anos e os custos variáveis que dependem dos quilómetros percorridos, a pergunta certa é: quanto custa manter um carro em 2026?

Na compra (novo ou importado usado) entra logo a “fatia” fiscal.
O Imposto sobre Veículos é o primeiro a bater à porta. Paga-se apenas uma vez, quando o carro é matriculado pela primeira vez em Portugal, seja novo, seja importado. O valor depende da cilindrada, das emissões de CO₂ e, no caso dos carros a gasóleo, também das partículas.
Em 2025, houve boas notícias para quem compra carros usados vindos do estrangeiro: a fórmula de redução por idade passou a ser mais vantajosa em várias faixas, o que ajudou a aliviar a fatura de muitos modelos importados. Ainda assim, vale sempre a pena confirmar no simulador oficial do Portal das Finanças antes de fechar negócio.
Saiba como calcular o imposto e conheça todas as isenções no nosso artigo.
Nos carros novos, o IVA já vem incluído no preço: 23% no Continente, 22% na Madeira e 16% nos Açores. Já nos carros usados comprados a particulares dentro da União Europeia, não há IVA a pagar. É um detalhe que pode fazer uma diferença considerável no preço final.
Depois da compra, é preciso registar o carro e pedir o Documento Único Automóvel (DUA). O processo pode ser feito online (onde é mais barato) ou presencialmente, e os custos variam.
No caso de carros novos, há ainda despesas extra (transporte, preparação e legalização), que os concessionários incluem e que facilmente ultrapassam algumas centenas de euros. Pequenas linhas no contrato, mas valores que convém antecipar.

Depois da compra, chegam os custos que se repetem todos os anos. Aqueles que não dependem de quantos quilómetros faz, mas simplesmente do facto de o carro ser seu.
O Imposto Único de Circulação é o clássico exemplo de despesa inevitável. Paga-se todos os anos, no mês da matrícula, e o valor depende da idade, da cilindrada e das emissões do veículo.
Em 2025, os valores subiram ligeiramente: cerca de 3% nos carros a gasolina e 2,5% nos diesel, refletindo a inflação. Pode parecer pouco, mas ao longo de uma década a diferença soma-se. É por isso que vale a pena consultar as tabelas atualizadas no Portal das Finanças antes de comprar.
Saiba quando e como pagar o IUC e se terá direito à isenção deste imposto.
Outro custo que ninguém evita é o seguro. A lei obriga a ter pelo menos o seguro de responsabilidade civil, que cobre danos causados a terceiros. O valor médio anual rondou os 285 euros em 2024, segundo dados da APS, mas o preço final depende de muitos fatores: idade, histórico de condução, local de residência, coberturas escolhidas e até o tipo de carro.
Há seguros básicos “desde 10 euros por mês”, mas convém comparar bem antes de decidir. Por vezes, uma diferença de 30 euros no prémio pode significar um salto enorme em proteção. É o caso da cobertura de quebra isolada de vidros (QIV), muitas vezes incluída por um custo reduzido e que pode evitar despesas inesperadas com o para-brisas, vidros laterais ou vidro traseiro.
Se quiser uma proteção que vai além do que é obrigatório, e que faça sentido no dia a dia, vale a pena conhecer melhor as coberturas incluídas num seguro de danos próprios e perceber como funcionam em situações comuns, como a quebra de um vidro.
Se o carro é novo, tem quatro anos de “descanso” antes da primeira inspeção. Depois, até completar oito anos, a visita é de dois em dois; a partir daí, passa a ser anual.
O preço da IPO para ligeiros é de 36,64 euros e a reinspeção custa 9,19 euros. É uma despesa pequena face às restantes, mas obrigatória para manter o carro legal na estrada.
Convém não adiar: andar sem inspeção válida pode dar origem a uma multa entre 250 e 1.250 euros, um valor muito superior ao custo da própria IPO. Para conhecer outras infrações comuns e respetivas coimas, veja o nosso artigo sobre multas de trânsito em Portugal.
As revisões são o equivalente a um “check-up” anual. Mudança de óleo, filtros, pastilhas, líquidos, alinhamento, etc. Pequenas intervenções que garantem o bom estado do carro e evitam gastos maiores no futuro.
E, com o tempo, também os faróis perdem transparência e eficácia, o que compromete a visibilidade e até pode levar a uma reprovação na inspeção. Fazer um polimento de faróis é uma forma simples e económica de recuperar a luminosidade original e prolongar a vida útil das óticas.
Mesmo que o carro pareça impecável, não adie: uma revisão em dia (e faróis bem cuidados) é meio caminho para manter o consumo controlado e o valor de revenda lá em cima.
Aqui entra o fator que mais pesa nas contas mensais: o uso que se dá ao carro. São os quilómetros que ditam quanto vai gastar em combustível, pneus e pequenas reparações.
Os preços mudam todas as semanas, mas em novembro de 2025 a tendência estabilizou. A gasolina 95 custa em média 1,75 euros/litro, e o gasóleo anda pelos 1,60 euros/litro.
Traduzindo em números práticos, um carro a gasolina com consumo de 6 l/100 km e uma média anual de 12.000 km gasta cerca de 1.260 euros por ano. Um diesel, com 5 l/100 km, fica pelos 960 euros anuais.
O estilo de condução, o trânsito e até a pressão dos pneus podem alterar bastante estas contas. Por isso, conduzir de forma suave e manter a manutenção em dia ajuda mesmo a poupar.
Veja como é calculado o preço dos combustíveis.
São os gastos que ninguém gosta de prever, mas que aparecem sempre. Um par de pneus médios ronda 200 a 300 euros, e travões, luzes ou pequenas reparações podem somar algumas centenas ao longo do ano.
Ter um pequeno “fundo de emergência automóvel” é a melhor estratégia para não ser apanhado de surpresa por uma bateria descarregada ou uma avaria inesperada.
E já que falamos em pequenas substituições, não subestime as escovas limpa-para-brisas. São das peças mais esquecidas, mas das que mais influenciam a visibilidade e a segurança. Se já deixam riscos ou fazem ruído, é sinal de que precisam de ser trocadas.
Aproveite e veja alguns cuidados a ter com as escovas limpa-para-brisas.
Nem todos os condutores sentem este custo da mesma forma mas, para muitas pessoas, sobretudo em zonas urbanas, o estacionamento e as portagens fazem parte do orçamento mensal do carro.
Quem vive ou trabalha em cidades como Lisboa ou Porto pode ter de contar com lugares de estacionamento pagos, avenças mensais ou parquímetros no dia a dia. Já as portagens dependem muito dos percursos habituais: para quem faz autoestrada com frequência, mesmo pequenos valores diários somam dezenas de euros ao final do mês. E atenção que o valor das portagens não é igual para todos os carros: depende da classe do veículo.
São despesas fáceis de desvalorizar numa primeira análise, mas que, ao longo do ano, podem ter um impacto significativo no custo total de manter um carro.
Nos carros elétricos, o raciocínio é diferente: o custo depende sobretudo de onde carrega.
Carregar em casa é, de longe, a opção mais económica. Com uma tarifa doméstica normal, o custo por 100 km pode situar-se entre 2,6 e 3,5 euros, dependendo da eficiência do veículo e do preço do kWh.
Já na via pública, o valor pode variar bastante. A ERSE tem mantido as regras de cálculo das tarifas e reduzido alguns componentes tarifários, mas os preços finais dependem sempre do operador e do tipo de carregamento. Em média, um posto rápido pode rondar os 7,5 a 8 euros por 100 km, sendo os ultrarrápidos mais caros.
Segundo dados da UVE (Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos), o custo médio por 100 km é de cerca de 9,8 euros nos carros a gasolina, 7,4 euros nos diesel e entre 3 e 8 euros nos elétricos, conforme o local de carregamento.
Outro ponto a favor: os carros elétricos continuam isentos de ISV e IUC, e os híbridos plug-in podem beneficiar de reduções, consoante as características do veículo. Para quem faz muitos quilómetros urbanos, a poupança anual continua a ser significativa.
A fiscalidade automóvel portuguesa é cada vez mais “verde”. Parte do ISV e do IUC está diretamente ligada às emissões de CO₂, e os veículos a gasóleo ainda pagam agravamentos adicionais pelas partículas.
Na prática, quanto mais poluente o motor, maior a fatura. Por isso, conduzir de forma eficiente e manter o carro afinado não é só uma questão ambiental: é também uma forma de reduzir despesas.
Pequenas atitudes, como manter a pressão dos pneus certa, evitar acelerações bruscas ou fazer revisões no tempo certo, traduzem-se em menos emissões e menos idas ao posto de combustível.
Há um custo silencioso que acompanha qualquer carro: a desvalorização. É o valor que o carro perde todos os anos, mesmo parado.
No primeiro ano, essa queda pode chegar a 30% do preço inicial; depois, tende a estabilizar entre 10% e 15% ao ano, dependendo da marca, modelo, quilometragem e estado geral.
Análises de mercado mostraram que alguns elétricos estão a desvalorizar mais rapidamente do que os modelos a combustão, muito por causa da rápida evolução tecnológica e da descida dos preços dos novos.
Se pensa vender o carro no futuro, mantenha todas as revisões registadas, evite danos estéticos e conserve o histórico de manutenção completo. É isso que diferencia um carro “igual a tantos outros” de um que realmente vale mais na revenda.
Quer saber quanto vale o seu carro? Leia no nosso artigo.
E se quiser perceber de forma mais prática quanto gasta com o carro ao longo do ano, entre combustível, impostos, manutenção e desvalorização, pode usar o simulador “Autocustos” da APFN, que calcula automaticamente o custo total de utilização de um automóvel em Portugal.
Para quem vive em meio urbano e faz deslocações curtas no dia a dia, será que compensa ter carro ou sairia mais barato recorrer a TVDE em algumas situações?
Imaginemos um estilo de vida citadino típico, com cerca de 8.000 km por ano, estacionamento pago e algumas portagens ocasionais. Mesmo com um carro económico, os custos anuais (entre seguro, IUC, manutenção, combustível, estacionamento e pequenas reparações) podem facilmente rondar 2.500 a 3.000 euros por ano, o que equivale a cerca de 210 a 250 euros por mês.
Com esse valor mensal, seria possível fazer, por exemplo, 20 a 30 viagens de TVDE por mês, assumindo um custo médio entre 8 e 12 euros por viagem, dependendo da distância, do horário e da cidade.
Isto não significa que o carro deixe de fazer sentido — sobretudo para quem precisa dele todos os dias ou tem filhos, horários rígidos ou deslocações fora da cidade. Mas para quem trabalha remotamente, usa transportes públicos e conduz apenas pontualmente, este tipo de comparação ajuda a perceber quanto custa realmente a conveniência de ter carro à porta.
Mas não há como enganar. A melhor decisão é a que se aguenta no seu orçamento todos os meses. Faça as contas “ao ano”, some os custos fixos e estime os variáveis com base nos quilómetros que realmente faz.
E se o seu para-brisas tiver uma pequena fissura, repare logo que possível. Assim, evita que o dano se agrave e poupa na substituição. A Carglass® recomenda sempre reparar primeiro: é mais rápido, mais económico e mantém o vidro original do carro.